Você diz, pensa ou acredita que não sabe o que quer.
Mas, na maioria das vezes, isso não é verdade.
Você sabe. E sabe lá no fundo que sabe.
Você só tem medo.
1. Você não decide porque tem medo.
O medo confunde.
O medo cria excesso de análise.
O medo faz você buscar mais informação.
O medo faz você pedir mais opinião.
O medo você esperar o momento perfeito.
O medo não quer que você escolha errado.
Mas, principalmente, ele não quer que você sinta dor.
Então ele paralisa.
Enquanto o medo não for reconhecido, ele vai continuar disfarçado de “prudência”, “calma”, “preciso pensar melhor”.
Mas não é pensamento demais.
É medo demais.
E toda vez que o medo dita sua vida, você se afasta da sua própria autoridade, de quem sabe, de quem governa a si, seus desejos e de quem confia nas próprias escolhas.
2. Você não decide porque tem medo de se sentir culpado.
Não é só medo de errar.
É medo de carregar o peso do erro.
Você não teme apenas a consequência prática.
Você teme o julgamento interno.
A voz que dirá:
“Eu sabia.”
“Você estragou tudo.”
“Era melhor ter ficado onde estava.”
E o pior de todos, o medo do julgamento externo.
E o pior de todos, o medo do julgamento externo.
Muitas pessoas não evitam decisões por falta de clareza.
Elas evitam porque não suportam a possibilidade de se culpar depois.
Então preferem a dúvida permanente à responsabilidade da escolha.
Mas existe uma verdade incômoda aqui:
Não decidir também é uma decisão.
E normalmente é a decisão mais cara.
3. No fundo, tudo volta para autoconfiança.
Medo e culpa só dominam quem não confia em si.
Porque uma pessoa confiante entende algo essencial: não existe decisão perfeita. Existe decisão assumida.
Não existe garantia. Existe capacidade de lidar com as consequências.
Autoconfiança não é ter certeza do futuro.
É confiar que, qualquer que seja o cenário, você saberá se posicionar.
Você não precisa ter controle sobre os próximos anos. Você só precisa confiar que saberá se reconstruir, ajustar, recalcular.
A ausência de decisão não é falta de inteligência.
É falta de autoconfiança emocional para sustentar a própria escolha.
E enquanto você continuar esperando ter 100% de certeza, continuará vivendo a 50% de potência.
Talvez a pergunta não seja: “Qual é a decisão certa?”
Talvez a pergunta real seja: “Eu confio em mim o suficiente para sustentar a decisão que eu tomar?”
Porque quando a confiança vem, a decisão deixa de ser um peso.
Ela vira movimento.
E movimento sempre traz clareza.
Por mim
Silvia Parreira
Por mim
Silvia Parreira
